|
|
|
|
|
|
|
|
|
Atalhos
- INTRODUÇÃO
- Objetivos para análise
quanto à aplicação deste protocolo
- Uso da Metilprednisolona
- Uso da Tração
Cervical
- Estabilização Occipitocervical
- Estabilização
Cervical C1/C2
- Estabilização
Cervical de de C3 a C7
- Estabilização
Torácica
- Estabilizção
Tóraco - Lombar e Sacal
- Ferimentos Penetrantes na Coluna
por arma de fogo (FAF) e por Arma Branca (FAB)
- Conclusão
- Referências
|
|
|
| |
|
|
|
|
| |
Atualmente,
o trauma em geral representa a segunda causa de óbito em
nosso país, sendo a primeira causa de morte abaixo dos
40 anos de idade.
Estimamos
que ocorram a cada ano, no Brasil, mais de 10.000 casos de lesão
medular devidos ao trauma. Os números são alarmantes,
superando a maioria das estatísticas publicadas referentes
à incidência de lesão medular em outros países.
Os Estados Unidos e o Japão, por exemplo, apresentam índice
de 40 casos novos por um milhão de habitantes / ano. No
Brasil, o índice médio em 1997, dentro da mesma
proporção, foi de 71 casos novos. As regiões
Sudeste e Nordeste apresentaram, respectivamente índices
de 71 e 91 casos novos. Trata-se de um problema que cresce com
o Brasil, requerendo grande atenção.Campanhas de
educação e prevenção são fundamentais,
bem como um tratamento mais eficiente da população
sobrevivente, calculada em mais de 180 mil indivíduos.1
Não
há dúvidas que a conduta profissional implica na
adoção de um programa para o tratamento do paciente
com trauma raquimedular, pois vários especialistas atuam
em conjunto e por vezes simultaneamente nestas situações.
A questão de haver ou não instabilidade, e sua definição,
é um exemplo importante disso. Fidler pesquisou entre 30
especialistas de vários países, como definiriam
instabilidade, através de um questionário padrão,
e obteve 30 respostas diferentes, concluindo que falta uma definição
clara e internacionalmente aceita.2
Os
critérios de White e Panjabi têm sido aceitos para
esta definição, e são a dor incapacitante,
o déficit neurológico e a deformidade progressiva.3
Já Holdworth subdividiu a coluna em porção
anterior e posterior e Dennis propôs a introdução
de uma porção média.4 Ambos definiram a ruptura
da porção posterior e média como indicativo
de instabilidade. Esses são os critérios mais aceitos
no momento e adotados em nosso serviço.
|
|
|
|
|
|
|
|
OBJETIVOS
PARA ANÁLISE QUANTO À APLICAÇÃO DESTE
PROTOCOLO
1.
Estudar a influência do intervalo de tempo entre a ocorrência
da fratura e o tratamento cirúrgico na recuperação
neurológica e ocorrência de complicações.
2. Estudar a recuperação neurológica de acordo
com o nível da lesão e a influência de traumas
associados no prognóstico.
3. Estudar o tipo de fratura em relação à
ocorrência da perda da correção ou re-angulação
tardia da mesma.
|
|
|
|
|
|
|
|
Metilprednisolona
é administrada nos pacientes com lesão completa
ou incompleta até o tempo de 8 horas após o trauma;
com uma dose inicial de 30 mg/kg em 15 minutos, seguidos de 45
minutos de pausa e então 5,4 mg/kg/hora em infusão
contínua por um período de 23 horas.5
|
|
|
|
|
|
|
|
A
tração cervical esta indicada nas fraturas e luxações
que necessitam de imobilização, recuperação
da curvatura cervical e redução precedendo a estabilização
cirúrgica.
O
método que utilizado é da aplicação
biparietal do trator de Gardner-Wells , fixo externamente ao crânio
através de uma pequena incisão na pele. A colocação
pode ser realizada no pronto-socorro.6
A
fixação é biparietal. Nas fraturas em flexão
é colocada de 2 a 3 cm posteriores ao meato acústico
externo e nas fraturas em extensão é colocada de
2 a 3 cm anteriores.
O
peso com que iniciamos é de três vezes o nível
cervical fraturado dividido por quatro, sendo o valor em kg. Assim
:
PESO
INICIAL= ( 3 X NÍVEL FRATURADO) : 4 = x kg
Por
exemplo, fratura da 6ª vértebra cervical, faremos
3 X 6 = 18 , 18 divididos por 4 = 4,5kg , que é o peso
inicial para tração.Caso não ocorra a redução
da fratura, aumentamos 2,5kg de 30 em 30 minutos, sendo feito
o acompanhamento por raios X ou radioscopia.Não excedemos
o peso de 5 kg por vértebra acima da vértebra fraturada.
Após a redução diminuímos o peso da
tração para 5 kg.
|
|
|
|
|
|
|
|
ESTABILIZAÇÃO
OCCIPITOCERVICAL
Lesões traumáticas do complexo occipitocervical
são raras. Há três tipos de fraturas nos côndilos
occipitais:
A do Tipo I é a fratura unilateral , sem desvio , cominuta
, na qual a estabilidade é mantida pelo ligamento alar
e pela membrana tectória. A do Tipo II é a fratura
do côndilo occipital associada a fratura linear da base
do crânio , sendo estável.A do Tipo III é
uma fratura por avulsão do ligamento alar dos côndilos
occipitais sendo instável por lesão dos ligamentos
alares os quais limitam primariamente a rotação
cervical e a flexão lateral.
As lesões Tipo I e II são estáveis são
tratados com imobilização externa , (colar tipo
Filadélfia ) por oito semanas , com controle por radiografias
de extensão e flexão para confirmar a consolidação.
As lesões Tipo III são instáveis e , nestes
casos , utilizamos a imobilização externa com Halo
Vest por 12 semanas.
Casos nos quais há instabilidade ou consolidação
incompleta na radiografia dinâmica após o período
de imobilização , indica-se a fixação
occipitocervical.(7) Nas luxações atlantooccipitais
raramente os pacientes sobrevivem. São lesões instáveis
em que todos os ligamentos de sustentação estão
rompidos. A tração cervical para redução
está contra-indicada , sendo indicada apenas para imobilização
, com peso de 1 a 2 kg. A fixação é feita
cirurgicamente. |
|
|
ESTABILIZAÇÃO
CERVICAL C1 / C2
Nas
vértebras C1 e C2 podem ocorrer vários tipos de
fratura. Estudos realizados por Fielding demonstram a presença
dessas fraturas em pacientes que foram a óbito no local
do acidente.
As
fraturas do atlas freqüentemente associam-se a fraturas do
côndilo occipital e do axis . Déficits neurológicos
raramente ocorrem devido ao maior diâmetro do canal nesta
região. As fraturas que ocorrem isoladamente no arco anterior
ou posterior são estáveis e tratadas com imobilização
externa com colar tipo Filadélfia. As fraturas por explosão
( fraturas de Jefferson ) que envolvem os arcos anterior e posterior,
além do deslocamento lateral das massas laterais, são
instáveis e raramente apresentam déficit neurológico
devido ao deslocamento da fratura para fora do canal. Nesses casos
indica-se a imobilização externa com Halo Vest.8
Na
fratura do axis em que há lesão bilateral dos pedículos
de C2 ( fratura do enforcado ) , o corpo de C2 desloca-se anteriormente
em relação a C3 , levando a instabilidade. Há
um aumento do canal vertebral em uma área da coluna na
qual há um espaço amplo para à medula. Raramente
há déficit neurológico nesse tipo de fratura.
Indicamos a imobilização externa com Halo Vest e
nos casos que apresentam deslocamento bilateral das facetas maior
que 3,5 mm realiza-se a fixação occipitocervical.8
A
fratura mais freqüente é a da base do odontóide.
Alonso e cols. classificaram essas fraturas em três tipos,
sendo a mais comumente encontrada aquela que incide linearmente
na base do odontóide (tipo II) seguida das fraturas irregulares
da base do corpo de C2 (tipo III).
As
fraturas do tipo I que envolvem a ponta do odontóide são
raras e benignas, e utiliza-se nestes casos a imobilização
externa com colar tipo Filadélfia.
Nas
fraturas tipo II e III, procede-se a imobilização
externa com halo vest, sendo o halo fixado ao crânio nos
quatro pontos de maior resistência e mantendo por um período
de 12 semanas. Caso não ocorra a consolidação
da fratura e existam sinais clínicos e radiológicos
de instabilidade, realiza-se a fixação e artrodese
pela técnica de Gallie, que ainda nos parece a menos complexa
e com menor risco ao paciente. Usa-se fios de titânio que
circundam o arco posterior de C1, e se fixa na apófise
espinhosa de C2 com interposição de enxerto ósseo.
O occipital poderá ser incluído na fixação
com fios utilizando um sistema de haste em retângulo aberto,
indicado nos casos de grande instabilidade, seguido de artrodese
com enxerto ósseo.6,7,8
|
|
|
|
|
|
|
|
ESTABILIZAÇÃO
CERVICAL DE C3 A C7
Nas
lesões do seguimento inferior ( C3 a C4 ) existem três
possibilidades de tratamento :
A)
FIXAÇÃO POSTERIOR NA MASSA LATERAL ( ROY –
CAMILLE ):
Indicada
nos casos de comprometimento das estruturas posteriores da coluna
cervical nas fraturas e luxações com ou sem bloqueio
das facetas.9 Figura 4.
B)
FIXAÇÃO ANTERIOR COM ENXERTO E PLACA:
Indicada
quando há comprometimento das estruturas anteriores da
coluna cervical nas fraturas do corpo vertebral. Procede-se a
discectomia ou corpectomia quando necessário com o uso
de enxerto ósseo intersomático, pela técnica
de Smith -Robson, seguido da fixação com placa e
parafusos.10
C) FIXAÇÃO POSTERIOR NA MASSA LATERAL ( ROY –
CAMILLE ) E FIXAÇÃO ANTERIOR COM ENXERTO E PLACA
( FIXAÇÃO CIRCULAR ) :
Quando
existe comprometimento das estruturas anteriores e posteriores
havendo sobreposição bilateral das facetas articulares
(facetas travadas) procede-se a correção da luxação
facetaria e fixação com placa e parafuso na massa
lateral ( Roy – Camille ) seguida da abordagem anterior
com discectomia ou corpectomia usando-se enxerto ósseo
de ilíaco e fixação com placa e parafuso
anteriores.10
Todos
os pacientes operados são imobilizados com colar cervical
rígido, do tipo Filadélfia, por um período
de 12 a 16 semanas após a cirurgia.
|
|
|
|
|
|
|
|
A
coluna torácica é estável fisiologicamente
pela presença do gradil costal e quando ocorre déficit
neurológico, este é completo, pois o canal é
estreito e o mínimo deslocamento ósseo leva à
secção medular.
No
tratamento das fraturas e luxações da coluna torácica
faz-se a fixação posterior com retângulo de
Hartshill dois níveis acima e dois níveis abaixo
da fratura, com fios segmentares sublaminares associados a enxerto
ósseo.1,6
"ESTABILIZAÇÃO
TÓRACO - LOMBAR E SACRAL
Para
a estabilização da coluna tóraco-lombar e
sacra usa-se a fixação posterior com parafusos transpediculares
colocados um nível acima e outro abaixo da fratura. Não
realizamos a laminectomia nos pacientes classificados na escala
de Frankel de A e E devido à instabilidade a que leva esse
procedimento. Realizamos a laminectomia somente nos pacientes
com Frankel de B, C e D que apresentem fragmentos de corpo vertebral
obstruindo mais que 50 % do diâmetro do canal vertebral.11,12
Figura 6 .
Adota-se
a via anterior com a realização da corpectomia e
o uso de “cage” associado a enxerto ósseo nos
casos de fratura lombar baixa acompanhada de explosão completa
do corpo vertebral já que é grande a carga que a
coluna sustenta nessa região.13 Figura 6.
Na
grande maioria dos casos usa-se a via posterior para a fixação
com parafusos transpediculares devido a diminuição
do tempo cirúrgico, e do menor risco de infecção,
além do menor gasto financeiro. Não são observadas
diferenças significativas na comparação da
via posterior com a anterior em relação à
evolução do déficit neurológico e
do grau da deformidade.14,15,16,17 |
|
|
FERIMENTOS
PENETRANTES NA COLUNA POR ARMA DE FOGO ( FAF )
E POR ARMA BRANCA (FAB ) :
A
maioria dos ferimentos penetrantes na coluna são estáveis
de acordo com os critérios de White e Panjabi para coluna
cervical3 e Dennis para coluna torácica e lombar.4
Comparando-se
a indicação de laminectomia descompressiva com retirada
de fragmentos do interior do canal vertebral com a conduta conservadora
utilizando-se apenas órtese externa , não há
diferença significativa na recuperação neurológica
quanto ao tipo de lesão ( penetrante versus não
penetrante ) , ao tipo de fratura , ao déficit neurológico
examinado (se completo ou incompleto) ou à localização
da lesão.16
Utilizamos
como princípio neste protocolo a conduta conservadora nos
ferimentos por arma de fogo ( FAF ) ou arma branca ( FAB ) mesmo
quando localizados na região da cauda eqüina.Acreditamos
que a cirurgia para síntese de raízes e nervos ,
na fase aguda ou subaguda do trauma , possa levar a complicações
como fístulas liquóricas e infecções
, além de instabilidade promovida pelas vias de acesso,
mais freqüentes que o real benefício neurológico
que os pacientes possam apresentar com a intervenção.18
A
cirurgia está indicada apenas nos casos de pacientes com
piora progressiva do déficit neurológico , realizando
a exploração e retirada de eventuais coleções
e do projétil ou de seus fragmentos e nos casos que apresentem
fístula liquórica persistente , para a vedação
do saco dural. Raramente indicamos a cirurgia para fixação
por instabilidade promovida por ferimentos penetrantes,pois em
nossa experiência tal achado tem sido infreqüente.
Quanto
a indicação cirúrgica para tratamento da
dor de intensidade severa que ocorre após FAF , estudos
mais recentes têm concluído que esta não melhora
com a retirada do projétil ou com a exploração
operatória. Podendo a intervenção levar à
dor por deaferentação ( de mais difícil tratamento
) , condição que nos faz adotar em princípio
a conduta conservadora nesses casos.18
|
|
|
|
|
|
|
|
Vários
métodos podem ser utilizados para a estabilização
da coluna fraturada. O cirurgião deve sempre utilizar aquele
método para o qual está devidamente treinado e para
o qual possua material adequado.
Quanto ao intervalo entre o trauma e o tratamento cirúrgico,
sempre optamos pela cirurgia após o período agudo,
passados cinco dias do trauma, por acreditarmos que o tratamento
cirúrgico precoce não traz vantagens adicionais
aos pacientes, além de poder acentuar a deterioração
neurológica se feito intempestivamente.19
O
tratamento das fraturas e luxações da coluna vertebral
tem-se demonstrado na atualidade, muito complexo e dispendioso
pelo uso de grande número de próteses (parafusos,
placas, “cages”, etc.). Acreditamos que é tempo
de repensar criteriosamente o uso dessas modernas técnicas
de instrumentação para se determinar serem elas
ou não tão necessárias como algumas escolas
pretendem demonstrar.
Certo
é a importância da criação de protocolos
nos diversos serviços e análise comparada dos resultados
obtidos, para que se verifique o real impacto do que fazemos quanto
à história natural da doença20 e assim definirmos
na prática, por exemplo, o que é instabilidade,
quais os seus critérios e observarmos melhor qual é
a real vantagem dos novos materiais e métodos nas cirurgias
da coluna.Assim, cremos, será oferecida uma lógica
de tratamento alicerçada em evidencias da realidade clínica
da população de paciente.
|
|
|
1. Masini, M. Tratamento das Fraturas e Luxações
da Coluna Toracolombar por descompressão póstero-lateral
e fixação posterior com retângulo e fios segmentares
sublaminares associados a enxerto ósseo. Tese de Doutorado
– Universidade Federal de São Paulo. São Paulo
, SP 2000.
2. Pope HM, Frymoer JW, Krag MH. Diagnosing instability. Clinical
orthopaedics and related research 1992;279:60-67.
3. White AA III, Panjabi MM. The problem of clinical instability
in the human spine : a systematic approach. White AA Panjabi MM,
editors: Clinical Biomechanics of the spine ed 2 , Philadelphia
: JB Lippincott ; 1990.
4. Denis F. The three colunn spine and its significance in the
classification of acute thoracolumbar spine injures. Spine 1983
; 8(8) 817-831.
5. Bracken MB, Shepard MJ, Collins WF, et al. A randomized controlled
trial of methylprednisolone or naloxone in treatment of acute
spinal cord injury. N Engl J Med 1990; 322:1405-1411.
6. Massini M. Estabilização da coluna no traumatismo
raquimedular. Neurocirurg Cont Bras 1991;1(11):1-6.
7. Eichler ME, Vollmer DG. Restoration of spine stability. In:
Youmans JR , editor-in-Chief. Neurological Surgery. Philadelphia
: Pennsylvania; 1996 ; 3: 1954 - 1965.
8. Sonntag VKH, Hadley MN. Nonoperative management of cervical
spine injures. Clin Neurosurgery 1989 ; 34 : 630 -648.
9. Aguiar LR, Machado S. Estabilização Cervical
Posterior Utilizando-se Placas e Parafusos de Massa Lateral. J
Bras Neurocirurg 1996; 7(2):11-21
10. Leal F.S.C.B., Guimarães A. C. A., Dantas S. A. F.,
Melo J. R. T., Veiga J. C. E. Traumatismo Raquimedular Cervical
entre C3 e C7. Análise de 48 casos. Arq Bras Neurocir 1997,
16(3): 111-119.
11. Frankel HL, Hancock DO, Linden RD. The value of postural reduction
in the inicial management of closed injuries of the spine with
paraplegia and tetraplegia. Part I. paraplegia 1969;7:179-192.
12. Mogan Th. The results of laminectomy in patients with incomplete
spine cord injuries. Paraplegia 1971; 9 :14-23.
13. Wang J, Delamarter RB. Lumbar fractures of the spine. In:
Capen DA, Haye W, editors. Comprehensive management of spine trauma.
St. Louis : Mosby ; 1998 : 225-234.
14. Esses SI, Botsford DJ, Kostvik JP. Evaluation of surgical
treatment for burst fractures. Spine 1990;15:667-669.
15. Schmidek HH, Gomes FB, Seligson D, Mcsherry JW. Management
of acute unstable thoracolumbar (T-11-L-1) fractures with and
without neurological deficit. Neurosurgery 1980; 7(1):30-35.
16. Danisa AO, Shaffrey CI, Jane JJ, et al. Surgical approaches
for the correction of unstable thoracolumbar burst fractures:
A retrospective analysis of treatment outcomes. J. Neurosurg 1995;
83:977-983
17. Bradford DS, McBride GG. Surgical management of thoracolumbar
spine fracture with incomplete neurologic deficit. Clin. Orthop.
1987; 218:201-216.
18. Neubuerger CO ,Yoshida GM. Penetrating spinal trauma. In:
Capen DA , Haye W, editors. Comprehensive management of spine
trauma. St. Louis : Mosby; 1998:299-313.
19. Junior EL, Arruda JAM, Melo CVM, Parayba MC. Tratamento cirúrgico
de fraturas e deslocamentos agudos da coluna vertebral cervical
por trauma. Estudo de 41 pacientes tratados no período
de 2 anos. Arq. Bras. Neurocir 1997; 16(3):123-125.
20. Weinstein JN, Collalto P, Lehmann TR. Thoracolumbar “burst”
fractures treated conservativety: A long-term follow-up. Spine
1988;13:33-38 |
|
|
|
|
|
|
|
fechar |
|
|
|