Diretriz para o Tratamento do Traumatismo Raquimedular
 
Uma proposta do Serviço de Neurocirurgia do Complexo Hospitalar Heliópolis, São Paulo, SP.
 
Marcelo Ferraz de Campos. Neurocirurgião Assistente do Serviço de Neurocirurgia do Hospital Heliópolis. Mestrado em Ciências da Saúde. Diretor Científico da Associação Paulista de Medicina – Regional SBC/D
Sérgio Listik. Preceptor do Serviço de Neurocirurgia do Hospital Heliópolis.
Clemente Augusto de Brito Pereira. Chefe do Serviço de Neurocirurgia do Hospital Heliópolis.
 
Atalhos
 - INTRODUÇÃO
 - Objetivos para análise quanto à aplicação deste protocolo
  - Uso da Metilprednisolona
  - Uso da Tração Cervical

- Estabilização Occipitocervical

- Estabilização Cervical C1/C2
- Estabilização Cervical de de C3 a C7
- Estabilização Torácica
- Estabilizção Tóraco - Lombar e Sacal

- Ferimentos Penetrantes na Coluna por arma de fogo (FAF) e por Arma Branca (FAB)
- Conclusão

- Referências
   
 
"INTRODUÇÃO"

Atualmente, o trauma em geral representa a segunda causa de óbito em nosso país, sendo a primeira causa de morte abaixo dos 40 anos de idade.

Estimamos que ocorram a cada ano, no Brasil, mais de 10.000 casos de lesão medular devidos ao trauma. Os números são alarmantes, superando a maioria das estatísticas publicadas referentes à incidência de lesão medular em outros países. Os Estados Unidos e o Japão, por exemplo, apresentam índice de 40 casos novos por um milhão de habitantes / ano. No Brasil, o índice médio em 1997, dentro da mesma proporção, foi de 71 casos novos. As regiões Sudeste e Nordeste apresentaram, respectivamente índices de 71 e 91 casos novos. Trata-se de um problema que cresce com o Brasil, requerendo grande atenção.Campanhas de educação e prevenção são fundamentais, bem como um tratamento mais eficiente da população sobrevivente, calculada em mais de 180 mil indivíduos.1

Não há dúvidas que a conduta profissional implica na adoção de um programa para o tratamento do paciente com trauma raquimedular, pois vários especialistas atuam em conjunto e por vezes simultaneamente nestas situações. A questão de haver ou não instabilidade, e sua definição, é um exemplo importante disso. Fidler pesquisou entre 30 especialistas de vários países, como definiriam instabilidade, através de um questionário padrão, e obteve 30 respostas diferentes, concluindo que falta uma definição clara e internacionalmente aceita.2

Os critérios de White e Panjabi têm sido aceitos para esta definição, e são a dor incapacitante, o déficit neurológico e a deformidade progressiva.3 Já Holdworth subdividiu a coluna em porção anterior e posterior e Dennis propôs a introdução de uma porção média.4 Ambos definiram a ruptura da porção posterior e média como indicativo de instabilidade. Esses são os critérios mais aceitos no momento e adotados em nosso serviço.

 
 
OBJETIVOS PARA ANÁLISE QUANTO À APLICAÇÃO DESTE PROTOCOLO

1. Estudar a influência do intervalo de tempo entre a ocorrência da fratura e o tratamento cirúrgico na recuperação neurológica e ocorrência de complicações.
2. Estudar a recuperação neurológica de acordo com o nível da lesão e a influência de traumas associados no prognóstico.
3. Estudar o tipo de fratura em relação à ocorrência da perda da correção ou re-angulação tardia da mesma.

 
USO DA METILPREDNISOLONA

Metilprednisolona é administrada nos pacientes com lesão completa ou incompleta até o tempo de 8 horas após o trauma; com uma dose inicial de 30 mg/kg em 15 minutos, seguidos de 45 minutos de pausa e então 5,4 mg/kg/hora em infusão contínua por um período de 23 horas.5

 
USO DA TRAÇÃO CERVICAL

A tração cervical esta indicada nas fraturas e luxações que necessitam de imobilização, recuperação da curvatura cervical e redução precedendo a estabilização cirúrgica.

O método que utilizado é da aplicação biparietal do trator de Gardner-Wells , fixo externamente ao crânio através de uma pequena incisão na pele. A colocação pode ser realizada no pronto-socorro.6

A fixação é biparietal. Nas fraturas em flexão é colocada de 2 a 3 cm posteriores ao meato acústico externo e nas fraturas em extensão é colocada de 2 a 3 cm anteriores.

O peso com que iniciamos é de três vezes o nível cervical fraturado dividido por quatro, sendo o valor em kg. Assim :

PESO INICIAL= ( 3 X NÍVEL FRATURADO) : 4 = x kg

Por exemplo, fratura da 6ª vértebra cervical, faremos 3 X 6 = 18 , 18 divididos por 4 = 4,5kg , que é o peso inicial para tração.Caso não ocorra a redução da fratura, aumentamos 2,5kg de 30 em 30 minutos, sendo feito o acompanhamento por raios X ou radioscopia.Não excedemos o peso de 5 kg por vértebra acima da vértebra fraturada. Após a redução diminuímos o peso da tração para 5 kg.

 
ESTABILIZAÇÃO OCCIPITOCERVICAL

Lesões traumáticas do complexo occipitocervical são raras. Há três tipos de fraturas nos côndilos occipitais:

A do Tipo I é a fratura unilateral , sem desvio , cominuta , na qual a estabilidade é mantida pelo ligamento alar e pela membrana tectória. A do Tipo II é a fratura do côndilo occipital associada a fratura linear da base do crânio , sendo estável.A do Tipo III é uma fratura por avulsão do ligamento alar dos côndilos occipitais sendo instável por lesão dos ligamentos alares os quais limitam primariamente a rotação cervical e a flexão lateral.

As lesões Tipo I e II são estáveis são tratados com imobilização externa , (colar tipo Filadélfia ) por oito semanas , com controle por radiografias de extensão e flexão para confirmar a consolidação.
As lesões Tipo III são instáveis e , nestes casos , utilizamos a imobilização externa com Halo Vest por 12 semanas.

Casos nos quais há instabilidade ou consolidação incompleta na radiografia dinâmica após o período de imobilização , indica-se a fixação occipitocervical.(7) Nas luxações atlantooccipitais raramente os pacientes sobrevivem. São lesões instáveis em que todos os ligamentos de sustentação estão rompidos. A tração cervical para redução está contra-indicada , sendo indicada apenas para imobilização , com peso de 1 a 2 kg. A fixação é feita cirurgicamente.

ESTABILIZAÇÃO CERVICAL C1 / C2

Nas vértebras C1 e C2 podem ocorrer vários tipos de fratura. Estudos realizados por Fielding demonstram a presença dessas fraturas em pacientes que foram a óbito no local do acidente.

As fraturas do atlas freqüentemente associam-se a fraturas do côndilo occipital e do axis . Déficits neurológicos raramente ocorrem devido ao maior diâmetro do canal nesta região. As fraturas que ocorrem isoladamente no arco anterior ou posterior são estáveis e tratadas com imobilização externa com colar tipo Filadélfia. As fraturas por explosão ( fraturas de Jefferson ) que envolvem os arcos anterior e posterior, além do deslocamento lateral das massas laterais, são instáveis e raramente apresentam déficit neurológico devido ao deslocamento da fratura para fora do canal. Nesses casos indica-se a imobilização externa com Halo Vest.8

Na fratura do axis em que há lesão bilateral dos pedículos de C2 ( fratura do enforcado ) , o corpo de C2 desloca-se anteriormente em relação a C3 , levando a instabilidade. Há um aumento do canal vertebral em uma área da coluna na qual há um espaço amplo para à medula. Raramente há déficit neurológico nesse tipo de fratura. Indicamos a imobilização externa com Halo Vest e nos casos que apresentam deslocamento bilateral das facetas maior que 3,5 mm realiza-se a fixação occipitocervical.8

A fratura mais freqüente é a da base do odontóide. Alonso e cols. classificaram essas fraturas em três tipos, sendo a mais comumente encontrada aquela que incide linearmente na base do odontóide (tipo II) seguida das fraturas irregulares da base do corpo de C2 (tipo III).

As fraturas do tipo I que envolvem a ponta do odontóide são raras e benignas, e utiliza-se nestes casos a imobilização externa com colar tipo Filadélfia.

Nas fraturas tipo II e III, procede-se a imobilização externa com halo vest, sendo o halo fixado ao crânio nos quatro pontos de maior resistência e mantendo por um período de 12 semanas. Caso não ocorra a consolidação da fratura e existam sinais clínicos e radiológicos de instabilidade, realiza-se a fixação e artrodese pela técnica de Gallie, que ainda nos parece a menos complexa e com menor risco ao paciente. Usa-se fios de titânio que circundam o arco posterior de C1, e se fixa na apófise espinhosa de C2 com interposição de enxerto ósseo. O occipital poderá ser incluído na fixação com fios utilizando um sistema de haste em retângulo aberto, indicado nos casos de grande instabilidade, seguido de artrodese com enxerto ósseo.6,7,8

 
ESTABILIZAÇÃO CERVICAL DE C3 A C7

Nas lesões do seguimento inferior ( C3 a C4 ) existem três possibilidades de tratamento :

A) FIXAÇÃO POSTERIOR NA MASSA LATERAL ( ROY – CAMILLE ):

Indicada nos casos de comprometimento das estruturas posteriores da coluna cervical nas fraturas e luxações com ou sem bloqueio das facetas.9 Figura 4.

B) FIXAÇÃO ANTERIOR COM ENXERTO E PLACA:

Indicada quando há comprometimento das estruturas anteriores da coluna cervical nas fraturas do corpo vertebral. Procede-se a discectomia ou corpectomia quando necessário com o uso de enxerto ósseo intersomático, pela técnica de Smith -Robson, seguido da fixação com placa e parafusos.10

C) FIXAÇÃO POSTERIOR NA MASSA LATERAL ( ROY – CAMILLE ) E FIXAÇÃO ANTERIOR COM ENXERTO E PLACA ( FIXAÇÃO CIRCULAR ) :

Quando existe comprometimento das estruturas anteriores e posteriores havendo sobreposição bilateral das facetas articulares (facetas travadas) procede-se a correção da luxação facetaria e fixação com placa e parafuso na massa lateral ( Roy – Camille ) seguida da abordagem anterior com discectomia ou corpectomia usando-se enxerto ósseo de ilíaco e fixação com placa e parafuso anteriores.10

Todos os pacientes operados são imobilizados com colar cervical rígido, do tipo Filadélfia, por um período de 12 a 16 semanas após a cirurgia.

 
ESTABILIZAÇÃO TORÁCICA

A coluna torácica é estável fisiologicamente pela presença do gradil costal e quando ocorre déficit neurológico, este é completo, pois o canal é estreito e o mínimo deslocamento ósseo leva à secção medular.

No tratamento das fraturas e luxações da coluna torácica faz-se a fixação posterior com retângulo de Hartshill dois níveis acima e dois níveis abaixo da fratura, com fios segmentares sublaminares associados a enxerto ósseo.1,6

"ESTABILIZAÇÃO TÓRACO - LOMBAR E SACRAL

Para a estabilização da coluna tóraco-lombar e sacra usa-se a fixação posterior com parafusos transpediculares colocados um nível acima e outro abaixo da fratura. Não realizamos a laminectomia nos pacientes classificados na escala de Frankel de A e E devido à instabilidade a que leva esse procedimento. Realizamos a laminectomia somente nos pacientes com Frankel de B, C e D que apresentem fragmentos de corpo vertebral obstruindo mais que 50 % do diâmetro do canal vertebral.11,12 Figura 6 .

Adota-se a via anterior com a realização da corpectomia e o uso de “cage” associado a enxerto ósseo nos casos de fratura lombar baixa acompanhada de explosão completa do corpo vertebral já que é grande a carga que a coluna sustenta nessa região.13 Figura 6.

Na grande maioria dos casos usa-se a via posterior para a fixação com parafusos transpediculares devido a diminuição do tempo cirúrgico, e do menor risco de infecção, além do menor gasto financeiro. Não são observadas diferenças significativas na comparação da via posterior com a anterior em relação à evolução do déficit neurológico e do grau da deformidade.14,15,16,17

FERIMENTOS PENETRANTES NA COLUNA POR ARMA DE FOGO ( FAF )
E POR ARMA BRANCA (FAB ) :

A maioria dos ferimentos penetrantes na coluna são estáveis de acordo com os critérios de White e Panjabi para coluna cervical3 e Dennis para coluna torácica e lombar.4

Comparando-se a indicação de laminectomia descompressiva com retirada de fragmentos do interior do canal vertebral com a conduta conservadora utilizando-se apenas órtese externa , não há diferença significativa na recuperação neurológica quanto ao tipo de lesão ( penetrante versus não penetrante ) , ao tipo de fratura , ao déficit neurológico examinado (se completo ou incompleto) ou à localização da lesão.16

Utilizamos como princípio neste protocolo a conduta conservadora nos ferimentos por arma de fogo ( FAF ) ou arma branca ( FAB ) mesmo quando localizados na região da cauda eqüina.Acreditamos que a cirurgia para síntese de raízes e nervos , na fase aguda ou subaguda do trauma , possa levar a complicações como fístulas liquóricas e infecções , além de instabilidade promovida pelas vias de acesso, mais freqüentes que o real benefício neurológico que os pacientes possam apresentar com a intervenção.18

A cirurgia está indicada apenas nos casos de pacientes com piora progressiva do déficit neurológico , realizando a exploração e retirada de eventuais coleções e do projétil ou de seus fragmentos e nos casos que apresentem fístula liquórica persistente , para a vedação do saco dural. Raramente indicamos a cirurgia para fixação por instabilidade promovida por ferimentos penetrantes,pois em nossa experiência tal achado tem sido infreqüente.

Quanto a indicação cirúrgica para tratamento da dor de intensidade severa que ocorre após FAF , estudos mais recentes têm concluído que esta não melhora com a retirada do projétil ou com a exploração operatória. Podendo a intervenção levar à dor por deaferentação ( de mais difícil tratamento ) , condição que nos faz adotar em princípio a conduta conservadora nesses casos.18

 
CONCLUSÃO

Vários métodos podem ser utilizados para a estabilização da coluna fraturada. O cirurgião deve sempre utilizar aquele método para o qual está devidamente treinado e para o qual possua material adequado.
Quanto ao intervalo entre o trauma e o tratamento cirúrgico, sempre optamos pela cirurgia após o período agudo, passados cinco dias do trauma, por acreditarmos que o tratamento cirúrgico precoce não traz vantagens adicionais aos pacientes, além de poder acentuar a deterioração neurológica se feito intempestivamente.19

O tratamento das fraturas e luxações da coluna vertebral tem-se demonstrado na atualidade, muito complexo e dispendioso pelo uso de grande número de próteses (parafusos, placas, “cages”, etc.). Acreditamos que é tempo de repensar criteriosamente o uso dessas modernas técnicas de instrumentação para se determinar serem elas ou não tão necessárias como algumas escolas pretendem demonstrar.

Certo é a importância da criação de protocolos nos diversos serviços e análise comparada dos resultados obtidos, para que se verifique o real impacto do que fazemos quanto à história natural da doença20 e assim definirmos na prática, por exemplo, o que é instabilidade, quais os seus critérios e observarmos melhor qual é a real vantagem dos novos materiais e métodos nas cirurgias da coluna.Assim, cremos, será oferecida uma lógica de tratamento alicerçada em evidencias da realidade clínica da população de paciente.

REFERÊNCIAS

1. Masini, M. Tratamento das Fraturas e Luxações da Coluna Toracolombar por descompressão póstero-lateral e fixação posterior com retângulo e fios segmentares sublaminares associados a enxerto ósseo. Tese de Doutorado – Universidade Federal de São Paulo. São Paulo , SP 2000.

2. Pope HM, Frymoer JW, Krag MH. Diagnosing instability. Clinical orthopaedics and related research 1992;279:60-67.

3. White AA III, Panjabi MM. The problem of clinical instability in the human spine : a systematic approach. White AA Panjabi MM, editors: Clinical Biomechanics of the spine ed 2 , Philadelphia : JB Lippincott ; 1990.

4. Denis F. The three colunn spine and its significance in the classification of acute thoracolumbar spine injures. Spine 1983 ; 8(8) 817-831.

5. Bracken MB, Shepard MJ, Collins WF, et al. A randomized controlled trial of methylprednisolone or naloxone in treatment of acute spinal cord injury. N Engl J Med 1990; 322:1405-1411.

6. Massini M. Estabilização da coluna no traumatismo raquimedular. Neurocirurg Cont Bras 1991;1(11):1-6.

7. Eichler ME, Vollmer DG. Restoration of spine stability. In: Youmans JR , editor-in-Chief. Neurological Surgery. Philadelphia : Pennsylvania; 1996 ; 3: 1954 - 1965.

8. Sonntag VKH, Hadley MN. Nonoperative management of cervical spine injures. Clin Neurosurgery 1989 ; 34 : 630 -648.

9. Aguiar LR, Machado S. Estabilização Cervical Posterior Utilizando-se Placas e Parafusos de Massa Lateral. J Bras Neurocirurg 1996; 7(2):11-21

10. Leal F.S.C.B., Guimarães A. C. A., Dantas S. A. F., Melo J. R. T., Veiga J. C. E. Traumatismo Raquimedular Cervical entre C3 e C7. Análise de 48 casos. Arq Bras Neurocir 1997, 16(3): 111-119.

11. Frankel HL, Hancock DO, Linden RD. The value of postural reduction in the inicial management of closed injuries of the spine with paraplegia and tetraplegia. Part I. paraplegia 1969;7:179-192.

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13. Wang J, Delamarter RB. Lumbar fractures of the spine. In: Capen DA, Haye W, editors. Comprehensive management of spine trauma. St. Louis : Mosby ; 1998 : 225-234.

14. Esses SI, Botsford DJ, Kostvik JP. Evaluation of surgical treatment for burst fractures. Spine 1990;15:667-669.

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17. Bradford DS, McBride GG. Surgical management of thoracolumbar spine fracture with incomplete neurologic deficit. Clin. Orthop. 1987; 218:201-216.

18. Neubuerger CO ,Yoshida GM. Penetrating spinal trauma. In: Capen DA , Haye W, editors. Comprehensive management of spine trauma. St. Louis : Mosby; 1998:299-313.

19. Junior EL, Arruda JAM, Melo CVM, Parayba MC. Tratamento cirúrgico de fraturas e deslocamentos agudos da coluna vertebral cervical por trauma. Estudo de 41 pacientes tratados no período de 2 anos. Arq. Bras. Neurocir 1997; 16(3):123-125.

20. Weinstein JN, Collalto P, Lehmann TR. Thoracolumbar “burst” fractures treated conservativety: A long-term follow-up. Spine 1988;13:33-38

 
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