A dor na
coluna afeta todas a pessoas em algum momento da vida. A incidência
da dor na coluna aumenta com a idade e também com hábitos
errados de postura, bem como de atividades profissionais que
sobrecarregam a coluna. A maioria das pessoas não se
prepara para evitar os problemas na coluna, que podem e devem
ser abordados desde a pré-adolescencia. Exemplo: para
se evitar a osteoporose os ensinamentos e hábitos alimentares
devem ser aprendidos na pré-adolescencia. Os hábitos
adquiridos de forma correta desde a infância são
as melhores armas para evitar o desenvolvimento de dores na
coluna. A doença afeta igualmente os homens e as mulheres,
entretanto existe uma tendência das mulheres procurarem
mais o tratamento e orientação médica.
As dores
da coluna têm causas variadas e para cada causa é
necessário um tratamento bem específico e orientado
para a origem da dor. As dores agudas, como aquelas que são
causadas por acidentes e doenças agudas têm um
tratamento mais fácil. Casos as dores se tornem crônicas
e não tenham um fator causal bem determinado, afetando
as pessoas por tempo superior a 3 meses de duração,
podem se tornar um tormento para os pacientes.
Os problemas
mais comuns na população são decorrentes
da obesidade, da falta de condicionamento físico e dos
hábitos errados que provocam e perpetuam as dores na
coluna. Alguns pacientes "aprendem" que a dor é
um mecanismo de defesa e usam "inconscientemente"
isto para evitar trabalhar e mesmo praticar sexo com seu (sua)
companheiro (a). Isto é chamado de ganho secundário
e pode necessitar de tratamento psicológico e/ou psiquiátrico.
Por isto o tratamento da dor crônica deve ser orientado
por um grupo de vários especialistas, denominado de grupo
multidisciplinar.
A intensidade
da dor é o fator limitante nos pacientes com dor na coluna.
Naturalmente que se houver compressão de estruturas nervosas
a impossibilidade aumentará. A fratura da coluna por
osteoporose é um exemplo de uma doença incapacitante,
que restringe o dia a dia dos pacientes idosos, afasta o paciente
do convívio social e o crescente uso de medicações
analgésicas poderosas afeta de forma significativa à
consciência do paciente. Além disto, outros efeitos
colaterais dos medicamentos analgésicos, como constipação,
sonolência e falta de coordenação motora,
tornam os pacientes progressivamente dependentes de ajuda constante.
O tratamento com métodos minimamente invasivos, como
a osteoplastia reduz de modo significativo a incapacidade dos
pacientes, fazendo com que o paciente retorne rapidamente ao
seu ambiente social.
O tratamento
de pacientes com dor crônica é sempre complexo
e a duração do tratamento varia com o tipo de
dor de cada um. A regra geral é que não se pode
generalizar com o tratamento e cada tratamento deve ser individualizado,
de acordo com o problema do paciente.