ESTUDOS BASEADOS EM EVIDÊNCIA CIENTÍFICA
RIZOTOMIA DE FACETAS POR RADIOFREQÜÊNCIA
 
 
1. O método proposto utiliza a tecnologia de radiofreqüência, com uso de cânulas especiais, descartáveis, recobertas com Teflon, nas quais será introduzido um eletrodo para a passagem de energia de radiofreqüência através do eletrodo e conseqüente coagulação do alvo pretendido (no caso da paciente o ramo medial de ramos radiculares lombares). Esta tecnologia foi desenvolvida e apresentada pela primeira vez na década de 60 do século passado (White, JC, Sweet, WH., paginas 193 a 197, no livro Pain and the Neurosurgeon. Springfield: CC Thomas – 1969)

2. O uso de radiofreqüência na coluna vertebral se desenvolveu principalmente com os trabalhos pioneiros de Shealy no inicio dos anos 70 do século passado (Shealy, CN: Facets in back and sciatic pain. Minn. Med 57: 199-203 - 1974).

3. A técnica de Shealy (1974) foi aprimorada no inicio deste século com o trabalho de Dreyfuss et al., que foi publicado na Spine comprovando a eficácia do método (Dreyfuss, P et al: Efficacy and validity of radiofrequency neurotomy for chronic lumbar zygapophysial joint pain. Spine 25: 1270-1277 (2000)).

4. Diversos trabalhos demonstram a eficácia do método. Conforme determina Sociedade Internacional de Intervenção na Coluna (Practice Guidelines – Spinal Diagnostic & Treatment Procedures, editado por Nikolai Bogduk, publicado no ano de 2004).

5. As evidências científicas para o método da radiofreqüência se situam em nível I e II (ou A e B). O trabalho de van Kleef demonstra que o método se apresenta com grande eficácia (van Kleef, M et al.: Randomized trial of radiofrequency lumbar facet denervation for chronic low back pain. Spine 24: 1937-1942 (1999))

6. O procedimento proposto apresenta alta eficácia e com relação efetiva de custo-benefício (Bogduk, N; Holmes, S.: Controlled zygapohysial joint blocks: the travesty of cost-effectiveness. Pain Med 1: 25-34 (2000)).

7. Estudo comparativo recente demonstra que o método se enquadra em um dos melhores tratamentos de dor na coluna vertebral. O trabalho de Dreyfuss publicado na revista Spine no ano de 2000. Os pacientes foram acompanhados por 12 meses e cerca de 60% dos pacientes apresentaram melhora mantida de suas dores iniciais (Dreyfuss, P et al: Efficacy and validity of radiofrequency neurotomy for chronic lumbar zygapophysial joint pain. Spine 25: 1270-1277 (2000)).

8. Os estudos demonstram inclusive que o método da radiofreqüência apresenta excelentes resultados quando comparado com tratamento conservador. Estudos randomizados, duplos-cegos, com controle de placebo foram relatados a partir do ano de 1996 (um dos estudos publicado no New England Journal of Medicine no ano de 1996 foi o de Lord, SM et al.: Percutaneous radiofrequency neurotomy for chronic cervical zygapophyseal joint pain. N. Eng J Med 335: 1721-1726 (1996)). Estudos com período de acompanhamento longo também demonstram a eficácia do método (em especial Lord, SM et al.: Percutaneous radiofrequency neurotomy of the cervical medial branches: a validated treatment for cervical zygapophyseal joint pain. Neurosurgery Quaterly 8: 288-308 – 1998 e o trabalho de McDonnald, GJ et al: Long term follow-up of patients treated with cervical radiofrequency neurotomy for chronic neck pain. Neurosurgery 45: 61-68 – 1999).

9. Estudos recentes inclusive demonstram que o método pode ser uma alternativa de tratamento, mesmo em pacientes que se encontram afastados e se mostram querelantes com os serviços de perícia medica (Sapir, DA, Gorup, JM: Radiofrequency medial branch neurotomy in litigant and nonlitigant patients with cervical whiplash. Spine 26: E268-E-273 – 2001).

10. Pacientes com cefaléia cervicogênica também podem se beneficiar do tratamento com uso da radiofreqüência. Como demonstrado no trabalho de Govind no ano de 2003 (Govind, J et al.: Radiofrequency neurotomy for the treatment of third occipital headache. J Neurol Neurosurg Psychiat 74: 88-93 – 2003)

 

Dr. Marcelo Ferraz de Campos

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