Ainda
assim, mesmo em países mais desenvolvidos, em conseqüência
das seqüelas, os níveis de qualidade de vida são
inferiores aos da população em geral. Dessa forma,
persiste como melhor conduta a prevenção.
O
coeficiente de incidência de lesão medular traumática
no Brasil é desconhecido e não existem dados precisos
a respeito da sua incidência e prevalência, uma vez
que esta condição não é sujeita a
notificação.
Estima-se
que ocorram a cada ano, no Brasil, segundo Masini (2000), mais
de 10.000 novos casos de lesão medular. Trauma é
a causa predominante.
Os
números superam a maioria das estatísticas publicadas
referentes à incidência da lesão medular em
outros países: os Estados Unidos e o Japão, por
exemplo, apresentam índices de 40 novos casos por um milhão
de habitantes / ano, segundo Blumer et al (1995).
No
Brasil, o índice médio em 1997, dentro da mesma
proporção, foi de 71 novos casos segundo Masini
(2000). Trata-se de um problema que cresce com o Brasil, requerendo
atenção redobrada. Isto se refere às campanhas
de educação e prevenção, bem como
ao tratamento mais eficiente da população sobrevivente.
Várias
doenças podem comprometer a coluna vertebral e ter como
conseqüência a lesão medular, como causas congênitas,
traumáticas, degenerativas, tumorais, infecciosas e vasculares.
Nestes últimos anos pode-se notar uma mudança na
etiologia da lesão medular traumática, com maior
incidência de lesões causadas por arma de fogo e
menor incidência de lesões causadas por acidente
automobilístico.
Segundo
Waters et al (1997), no período de 1973 a 1978, nos Estados
Unidos, a violência respondia por 13,3% das lesões;
no período de 1979 a 1982, 15,1%; de 1983 a 1986, 17,2%;
de 1987 a 1990, 20,8%; e no período de 1991 a 1994, 30,4%.
Esta mudança
pode ter sido causada tanto pela menor incidência de acidentes
automobilísticos, quanto pelo aumento da violência,
principalmente no meio urbano. |